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A liberdade controversa da Mulher

Liberdade, liberdade, liberdade! Liberdade de existir sem pedir desculpas, de escolher o próprio caminho. Veio no sopro da primeira mulher que ousou pensar em voz alta, num mundo que lhe queria o silêncio. A liberdade nasceu antes da permissão. Falamos tanto sobre ela, achamos que somos livres, mas as amarras não nos largam…

Lutamos para ser ouvidas, por sermos quem somos… Pensar na liberdade feminina é, antes de mais, pensar o próprio conceito de liberdade.

Desde a Antiguidade, que a filosofia se debate se o ser humano nasce livre ou se a liberdade é uma construção histórica. A liberdade da mulher não é um grito recente, é um eco antigo, subterrado em séculos de silêncio, de opressão. A mulher retratada como símbolo de pureza, de submissão, ou como figura de força, de desejo e de resistência.

Disseram-nos que o nosso destino estava escrito, antes mesmo, de aprendermos a escrever o nosso próprio nome. Que o nosso corpo era território, que a nossa voz era ruído, que os nossos sonhos eram exagero, descabidos.

A LIBERDADE FEMININA É CONTROVERSA PORQUE DESLOCA O EIXO

Quando a mulher caminha para fora das margens que lhe foram traçadas, o mapa inteiro precisa de ser redesenhado. Por demasiado tempo, foi-nos dito “assim deve ser”, e esse “deve” ficou costume, destino imposto ou muro intransponível.

Florbela Espanca rompeu em Portugal com os padrões, ao escrever sobre o desejo feminino com autonomia emocional e intensidade, escandalizando toda uma sociedade da época.

“Não se nasce mulher, torna-se mulher”, diz Simone de Beauvoir. Nenhum destino biológico, psíquico ou económico define a forma que a mulher ou a fêmea humana assume no seio da sociedade. A condição da mulher é de busca por liberdade, mas sem afetar a condição dos demais na sociedade, pois, para a filósofa, só existe liberdade quando todos estão libertos.

A LIBERDADE FEMININA NÃO É TEMPESTADE – É AURORA.

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