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Fast fashion – ou a moda que polui

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É a segunda indústria mais poluente do planeta, logo a seguir à do petróleo. Chamam-lhe fast fashion – as grandes multinacionais produzem mais do que nunca e nós consumimos em grandes quantidades a preços muito baixos. Qual é a fatura deste fenómeno e quem é que vai pagar o preço mais alto?

T-shirts, jeans, vestidos de todas as cores e feitios, sapatos e carteiras, gorros, lenços, chapéus, biquínis, blusões, blazers, casacos e camisas…. Enchemo-nos de coisas de que não precisamos só porque compramos, compramos e voltamos a comprar. É barato. A publicidade ferozmente eficaz transmite-nos a ideia de que seremos mais felizes se tivermos mais e se comprarmos mais. Tudo gira em torno do consumo. E nós? Deixamo-nos levar.

Hoje, as grandes cadeias de roupa não têm apenas as tradicionais coleções primavera/verão e outono/inverno: oferecem-nos peças novas todas as semanas. Os nossos armários estão cheios de tralha, muitos deles com peças de roupa que nunca chegam a ver a luz do dia. “Ahhh comprei nos saldos”, “aproveitei uma promoção”, “só custou €5”. Identifica-se? Identificamo-nos todos.

A este consumo desenfreado e muitas vezes obsessivo deu-se o nome de fast fashion: produz-se muito, muito rapidamente e a preços muito baratos, tudo para que o consumidor possa comprar mais e cada vez mais, e as grandes marcas possam vender mais, cada vez mais, cada vez mais… Aparentemente, o cenário é perfeito porque podemos comprar tudo muito em conta, mas o preço a pagar é alto: enquanto nos enchemos de tralha, do outro lado do mundo, em países como China, Índia e Bangladesh, há pessoas a trabalhar em condições miseráveis e polui-se muito, polui-se demais. Para que cada um de nós, do lado de cá do mundo, consiga ir a uma loja e comprar uma t-shirt a €4 há alguém a trabalhar em condições desumanas, em que a segurança no trabalho não existe, os ordenados são ridiculamente baixos e se polui assustadoramente.

Comecemos pela Índia. Fábricas de peles e curtumes escoam para os rios milhares de litros de água com crómio (um elemento químico que em grandes quantidades é tóxico) sem qualquer tratamento. O rio Ganges, por exemplo, considerado sagrado para os hindus, está assustadoramente poluído. Em Xintang, cidade chinesa que produz milhões de pares de jeans, o rio é azul e tem uma espuma abundante e fétida. As águas destes países estão carregadinhas de metais pesados e são muitas vezes utilizadas na agricultura, porque não há outro recurso. Os Governos fecham os olhos às irregularidades e, enquanto isso, sucedem-se os casos de cancro, problemas de fígado e de pele. Tudo porque é preciso produzir, mais e mais.

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