Olá, querida leitora! Para o mês de novembro, trago-lhe o tema das soluções para o futuro. As organizações, sejam elas do setor turístico, tecnológico, agroalimentar, financeiro ou social, enfrentam, hoje, um paradoxo curioso. Os desafios são conhecidos e, repetidamente, diagnosticados: falta de talento, dificuldades de retenção, pressão ambiental e social, sobrecarga operacional e um ritmo de mudança que não dá tréguas. Não faltam relatórios, conferências e planos estratégicos a identificar estes problemas. O que falta são soluções verdadeiramente transformadoras.
Uma das maiores armadilhas em que os setores caem é tentar resolver os problemas sempre da mesma forma: com as mesmas pessoas, os mesmos discursos e as mesmas práticas. É o que leva, muitas vezes, à estagnação. Se quisermos construir organizações sustentáveis e competitivas, precisamos de uma abordagem diferente, de procurar inspiração noutros contextos, de integrar perspetivas da ciência do comportamento – da psicologia, da educação, da inovação social – e de aplicá-las ao mundo organizacional.
Na by THF, acreditamos que o verdadeiro motor de inovação não está, apenas, na tecnologia ou nos modelos de negócio, mas, sim, no desenvolvimento humano e organizacional. Só quando as pessoas se tornam mais resilientes, empáticas, colaborativas e visionárias, é que as empresas conseguem crescer com impacto sustentável. O caminho passa por um diagnóstico comportamental rigoroso, seguido de programas de capacitação contínua, que transformam lideranças, equipas e culturas organizacionais.
Contudo, há um ponto essencial que atravessa todos os setores e que precisa de atenção redobrada: a integração de migrantes. Em Portugal e noutros países, milhares de pessoas procuram oportunidades em novos contextos, trazendo, consigo, competências, motivação e determinação. A sua integração não pode ser vista, apenas, como um processo burocrático ou como resposta pontual à escassez de mão-de-obra. É preciso reconhecê-los como pessoas com potencial humano e cultural inestimável, capazes de contribuir, de forma estratégica, para o crescimento das organizações. Integrar é, portanto, não só, uma questão de responsabilidade social, mas, também, uma oportunidade competitiva.
Para evitar que os setores repitam os mesmos erros, é fundamental que o desenvolvimento humano seja realmente disruptivo, com soluções adaptadas aos desafios complexos que as empresas enfrentam hoje. Mais do que renomear práticas antigas ou reinventar embalagens comunicacionais, é preciso mudar a essência da abordagem: sair dos padrões mais conservadores e abrir espaço a novos modelos de pensamento, metodologias atuais e perspetivas integradoras. Só assim se garante que o desenvolvimento pessoal e organizacional acompanha a transformação do mundo em que vivemos.
O futuro não se decide, apenas, com métricas financeiras ou objetivos de curto prazo. Decide-se na capacidade de formar líderes conscientes, equipas motivadas e organizações humanas, que sejam também sociais e sustentáveis. Em qualquer setor, a verdadeira inovação está em humanizar os processos e colocar as pessoas no centro da estratégia.
A meu ver, este é o bilhete de futuro para empresas que não querem apenas sobreviver, mas liderar com impacto.
Humanize by THF®
Susana Garrett Pinto

Empreendedora Social, Fundadora e CVO by THF
@byTHF.pt