O verão é tempo de praia, mar e lazer, mas também de alguns imprevistos que podem rapidamente transformar momentos de diversão em situações desconfortáveis ou até mesmo perigosas. Desde picadas de alforreca e peixe aranha, até queimaduras solares, micoses e picadas de insetos, conhecer como identificar, prevenir e agir diante destas ocorrências é fundamental para garantir umas férias seguras e tranquilas.
A Médis, marca do Grupo Ageas Portugal, partilhou algumas dicas práticas para enfrentar estes contratempos comuns nas idas ao mar e à natureza:
Picadas de alforreca e peixe aranha
Entre banhos no mar e brincadeiras à beira-mar, ninguém está livre de levar uma picada de alforreca, sobretudo no Algarve, onde é frequente encontrá-las. As alforrecas, um organismo gelatinoso do grupo das medusas, libertam toxinas que provocam dor, vermelhidão e ardor, e os sintomas podem surgir imediatamente após o contacto.
O que fazer em caso de picadela de alforreca?
- Afastar da água e evitar coçar a zona afetada;
- Retirar os tentáculos com uma espátula ou cartão rígido (nunca com as mãos ou toalha);
- Lavar a zona afetada com água do mar;
- Aplicar gelo (envolto em pano) e um creme com ação calmante e anti-inflamatória.
Também o peixe aranha é uma espécie marinha muito comum nas costas portuguesas, incluindo o Algarve. A sua picada é bastante dolorosa e pode causar inchaço, vermelhidão e, em alguns casos, até febre, devido ao veneno presente nos seus espinhos dorsais e na barbatana caudal.
O que fazer em caso de picadela de peixe aranha?
- Colocar o pé em água quente durante pelo menos 30 minutos, pois o calor ajuda a neutralizar o veneno;
- Se houver uma parte do espinho visível, retirar com cuidado;
- Se a dor persistir ou se os sintomas forem graves, procure um profissional de saúde.
É bastante importante conseguir identificar a picada de alforreca ou de peixe aranha dado que o tratamento, apesar de similar, apresenta as suas diferenças. No primeiro caso, é recomendada a colocação de gelo, sendo que no segundo caso não deve ser aplicado gelo na zona picada.
Mito: existe a informação de que a urina pode ajudar a tratar a picada. No entanto, esta prática (bem como a utilização de vinagre ou bicarbonato) podem agravar o problema. A urina, em particular, pode estimular a libertação de mais toxinas pelos tentáculos presos à pele.
Queimaduras solares
As horas de maior calor continuam a ser as preferidas na corrida aos areais e os riscos das queimaduras solares ainda são subestimados, assim como a aplicação de protetor solar. A verdade é que passar horas ao sol sem proteção pode causar vermelhidão, dor e até queimaduras de segundo grau com bolhas.
O que fazer em caso de queimadura solar?
- Sair imediatamente da exposição solar (direta ou indireta);
- Tomar banho frio para aliviar o desconforto;
- Evitar produtos com álcool ou perfumes;
- Tomar uma aspirina ou ibuprofeno que possa ajudar a reduzir o inchaço;
- Beber muita água de modo a evitar a desidratação.
Micoses
A tendência comum é para desvalorizar as infeções por fungos no cabelo, pele ou unhas. No entanto, a longo prazo, as infeções fúngicas podem originar doenças sérias. Assim, e dado que o contacto com superfícies contaminadas é suficiente para apanhar micoses, é imprescindível manter bons hábitos de higiene e evitar andar descalço nas piscinas.
O que fazer em caso de ‘pé de atleta’?
- Mergulhar os pés em água morna com sal ou vinagre de cidra;
- Aplicar uma pomada específica;
- Desinfetar o calçado usado.
Mito: há quem acredite que aplicar sumo de limão sobre a zona infetada pode ajudar a combater os fungos responsáveis pela infeção. Além de ser apenas uma crença popular infundada, o contacto entre o ácido cítrico e a zona infetada pode agravar o problema.
Otites
Mais frequente nas crianças do que em adultos, segundo a Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), a otite é a infeção mais comum entre os mais jovens. Esta situação é justificada pelo facto de existir menor cartilagem de suporte e posição do canal da trompa de Eustáquio. Já o verão é propício a episódios de otites agudas, uma vez que a cera que protege o ouvido externo é eliminada com a água, deixando-o mais vulnerável a infeções fúngicas, virais ou bacterianas. Dor no ouvido, sensação de ouvido tapado, febre (em casos mais graves) ou irritabilidade na criança são os sinais de alerta.
O que fazer em caso de otite?
- Aplicar calor local (ex. toalha quente);
- Evitar usar cotonetes;
- Se os sintomas persistirem por mais de 48 horas, procurar um profissional de saúde. Apenas as otites bacterianas necessitam de antibiótico.
Mito: apenas as infeções do ouvido de origem bacteriana necessitam de ser tratadas com recurso a antibiótico. Se os sintomas se mantiverem ao fim de 48 a 72 horas, o profissional de saúde deverá avaliar o queixoso e prescrever o antibiótico adequado.
Picadas de insetos
Caminhadas, jantares ao ar livre, dormir de janela aberta ou passar momentos na natureza são situações em que facilmente se é surpreendido por uma picada de inseto. Estas podem causar alergias, como inchaço, comichão intensa ou mesmo reação generalizada.
O que fazer em caso de picada de inseto?
- Lavar com água e sabão neutro;
- Aplicar gelo para aliviar o inchaço;
- Usar um creme anti-histamínico ou corticoide leve;
- Em caso de reação alérgica (inchaço severo, dificuldade em respirar), procurar assistência médica imediata.
São vários os tipos de picadas de inseto que existem: picadas de mosquito – que causam pequenas borbulhas com comichão; picadas de vespas e abelhas – que provocam dor imediata e, por vezes, reações alérgicas graves; e, picadas de pulgas e percevejos – identificadas por mordidas múltiplas e irritativas, geralmente nas pernas.
Mito: esfregar alho, álcool ou pasta de dentes sobre a picada são algumas das soluções populares, mas irrita ainda mais a pele e aumenta o risco de infeção.
Evite imprevistos nas férias
A Médis apresenta ainda alguns conselhos rápidos – e fáceis de aplicar – para evitar imprevistos nas férias:
- Usar protetor solar com FPS adequado e reaplica-lo após cada mergulho;
- Organizar uma mini farmácia com analgésicos, pomadas antifúngicas, antialérgicos e soro fisiológico;
- Garantir uma boa hidratação durante todo o dia;
- Usar chinelos em balneários e piscinas;
- Evitar alimentos mal acondicionados: intoxicações alimentares também arruínam férias.
Estes são apenas alguns truques que podem ser verdadeiros SOS perante episódios de saúde que ameaçam arruinar as férias. Caso os sintomas persistam, será necessário recorrer a um profissional de saúde.



