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Dislexia: vamos saber o que é?

Nascemos e aprendemos, desde logo, a comunicar. A falar, a ler e a escrever. No entanto, para algumas pessoas, o processo pode ser mais complicado. Para um disléxico, há uma dificuldade em processar, de forma recorrente, a informação fonológica. Diana Moreira – terapeuta da fala, especializada em Neuropsicologia Pediátrica, explica-nos mais sobre isto.

Quando ouvimos falar de dislexia, pensamos, de imediato, em problemas com a leitura e a escrita, a ortografia, a matemática, nas trocas de letras, de palavras ou em dificuldades de aprendizagem escolar. Contudo, a dislexia não é só isto. “Ler e escrever é apenas o ato motor e a codificação/descodificação da linguagem oral. A base desse desenvolvimento é a linguagem, por isso, desde que comunicamos que há linguagem e isso acontece desde bebés”, refere Diana Moreira, terapeuta da fala. Vamos saber mais sobre a dislexia?

O que se entende por dislexia?

A dislexia é uma dificuldade específica na leitura, que pode também afetar a escrita e a ortografia. Não é causada por falta de esforço, por dificuldades cognitivas ou por problemas de visão ou audição – é uma perturbação do neurodesenvolvimento, ou seja, o cérebro processa a linguagem escrita de uma forma diferente. As crianças com dislexia ouvem bem, falam bem e veem bem, mas têm dificuldade em ligar as letras aos sons e em automatizar a leitura. Por isso, ler pode ser um processo mais demorado, cansativo e com mais erros, mesmo quando a criança se esforça muito. Na base da dislexia está uma alteração no processamento fonológico, ou seja, na capacidade de identificar e de manipular os sons da fala – a base da leitura. Vários estudos de neuroimagem mostram que o cérebro de uma criança com dislexia ativa zonas diferentes durante a leitura, sobretudo, no hemisfério esquerdo, o que explica as dificuldades na descodificação e fluência. A dislexia não está ligada à falta de inteligência, mas, sim, a uma forma diferente do cérebro aprender. Com o apoio adequado e estratégias ajustadas, estas crianças podem desenvolver o seu potencial e aprender com sucesso; precisam, apenas, de um caminho diferente para chegar lá.

Quais são os principais sintomas da dislexia aos quais os pais devem estar atentos?

Os primeiros sinais da dislexia podem surgir por volta dos 5 anos, quando o sistema fonológico começa a consolidar-se. Contudo, o diagnóstico só pode ser feito, com fiabilidade, a partir dos 7 ou 8 anos (final do 2.º ano de escolaridade), altura em que termina a aprendizagem formal da leitura e da escrita.

Desde cedo, é possível observar algumas dificuldades na consciência fonológica – ou seja, na capacidade de identificar, segmentar e manipular os sons da fala. Entre os sinais de alerta nesta fase estão:

  • Dificuldade em fazer rimas (“cão” – “pão” – “mão”);
  • Dificuldade em …

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