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Mulheres 50+: quem são e o que fazem?

O paradigma mudou. A sociedade do consumo rápido e da pressa deu lugar ao respeito dos tempos e, rapidamente, se percebeu que a essência e a identidade são, hoje, conceitos mais importantes do que universos trendy, cheios de nada… Lisa Edgar é especialista internacional em longevidade, CEO da The Big Window (uma consultora de análise de consumidores 50+), e esteve presente na 3.ª Edição da Conferência Idade Maior, em Lisboa, a 24 de fevereiro. Com ela, falámos sobre o conceito das novas sociedades e que lugar, neste novo mundo, ocupam estas mulheres…

As mulheres maduras são quem mais decide, mais consome, mais influencia e mais investe – sobretudo, em áreas como saúde, bem-estar, ótica, autoimagem e qualidade de vida. Sabia disto? São, também, as que mais procuram, não apenas, funcionalidade, mas, também, confiança, identidade, estética e autonomia (penalizando narrativas cliché ou anti-aging). Durante décadas, as marcas falaram com as mulheres como se o seu valor de consumo tivesse prazo de validade. Porém, a realidade de hoje é totalmente oposta. Vamos saber porquê?

Por que razão começou a trabalhar neste tema [envelhecimento]? Sentiu que era uma necessidade?

Em mercados tão competitivos, o sucesso das organizações e das marcas depende da sua capacidade de identificar quem estão a tentar atrair e que necessidades estão a tentar satisfazer. Em seguida, satisfazê-las de forma convincente e significativa.

Por volta de 2010, notei que a primeira parte dessa equação – o “quem” – estava a mudar E sabia que isso precisava de mudar. Mesmo há 15 ou 16 anos, fatias significativas das populações dos países, tinham mais de 50 anos e estavam a ser ignoradas. Abordei a BBC e realizei o primeiro e maior estudo do Reino Unido sobre o tema. Depois, com eles, fiz um dos maiores estudos do mundo sobre a perceção da idade – a idade que alguém, realmente, acredita ter, em vez da idade que lhe prescrevemos. Os resultados foram surpreendentes! As pessoas veem-se cada vez mais jovens do que realmente são, a partir dos 30 anos. Uma pessoa de 75 anos vê-se, em média, 15 anos mais jovem do que realmente é. Aqui, percebi que o envelhecimento era mal compreendido. Os consumidores mais velhos eram mal compreendidos. Tive de mudar a maneira como os entendemos, bem como a forma como vemos as suas necessidades, como tomam decisões e como isso muda com o tempo. Seria uma situação vantajosa para todos: para as empresas e para os próprios consumidores.

Acha, mesmo, que as marcas estão continuamente a falar para um público mais jovem? Por que razão isso acontece?

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