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Ser adulta e viver com PHDA

É uma patologia associada a crianças e, talvez por isso, de difícil diagnóstico na fase adulta. Com sintomas semelhantes aos da perimenopausa e confundido, muitas vezes, com o stress, revela-se um desafio quando surge. Para Inês Félix não foi diferente. “Cronicamente desmotivada e desanimada, com imensas dificuldades em focar-me e em gerir prioridades”, como refere, acabava os seus dias “totalmente exausta, sem perceber porquê”, como finaliza. O diagnóstico veio. Tinha PHDA. Por um lado, o alívio, por outro, o início de uma nova caminhada. Com ela e com Cátia Silva, psicóloga, vamos saber mais sobre este caminho. Venha connosco!

Abraços com um diagnóstico novo, já com 48 anos, Inês Félix traz na bagagem uma vida de sintomas não identificados. Ser mulher e viver com perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA) é “um caos”, como explica, acrescentando: “Até porque, nós, mulheres, temos muitos papéis e sentimos que temos de manter todos os pratos no ar. Para uma cabeça que acha que tudo tem o mesmo peso e importância, é difícil não deixar que tudo se misture num grande bolo. Tentamos, durante horas, trabalhar nas coisas importantes, mas, muitas vezes, acabamos o dia completamente frustradas, sem nada impor tante começado ou terminado, ou exaustas, porque estivemos em luta connosco próprias para ignorar estímulos irrelevantes, com uma lista ainda mais irrealista de tarefas e um autodiscurso extremamente cruel. O nosso cérebro hiperativo não nos deixa descansar e, no dia seguinte, começa tudo outra vez. Sempre com esperança e uma nova estratégia de compensação, que achamos que nos vai pôr, finalmente, no caminho certo. Que ajuda uns dias e, depois, deixa de funcionar novamente.” Sintomas reforçados pela psicóloga Cátia Silva: “Os sintomas organizam-se em dois grandes domínios: desatenção e hiperatividade-impulsividade. Na desatenção, observam-se dificuldades em manter foco, cometer erros por descuido, não concluir tarefas, desorganização e dificuldade em gerir tempo e prioridades. Na hiperatividade-impulsividade, podem surgir inquietação interna, dificuldade em esperar, interrupções frequentes e tomada de decisões precipitadas. Em adultos, a hiperatividade motora tende a diminuir, sendo substituída por agitação interna e impulsividade decisional. Para diagnóstico, os sintomas devem ser persistentes, iniciar-se na infância e causar prejuízo em, pelo menos, dois contextos de vida.”

A IMPORTÂNCIA DA AJUDA ESPECIALIZADA

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